primeira 🌱

NS1.37.8.7.221 

Só Deus sabe quantas vezes nos meus quase 30 anos de vida eu tentei iniciar um blog. Em 2015, no auge da minha era "Jovem Cristão", eu mantive o finado Pensei Jesus por, praticamente, um ano inteiro, de janeiro a janeiro (com altos e baixos, claro). Muitos outros blogs vieram depois desse – talvez, antes desse também.

Sempre mirei na escrita como a expressão artística mais fácil de todas, talvez por ser gratuita e com pouca margem para gastos. Não era como o desenho que eu, necessariamente, precisava gastar folhas e mais folhas, tintas e lápis de cores para criar. Quero dizer, se eu escrevia, escrevia em folhas também, mas eu já tinha um celular na época do Pensei Jesus e eu sempre fui amigo íntimo do bloco de notas <3

(Também acabo de perceber que a ideia de criar um blog costuma rolar em meados de janeiro. Engraçado, né? E geralmente desisto dele lá por volta de setembro. Não quero rogar praga e sabotar meu próprio projeto, mas... eu consigo ver um padrão aqui, você também?)

O nome é o elemento do blog que decido com mais facilidade. Já aconteceu de eu escutar uma expressão, um trocadilho ou algo assim, e pensar "Isso seria um ótimo nome para um blog". Daí, decido criar um só pelo prazer de registrar o nome escolhido na url. Faço isso com perfis no Instagram também, tenho uns cinco:

  • @kinhosanguerreiro: meu perfil principal pessoal, onde posto fotos com legendas reflexivas e inspiradoras e compartilho memes de gatos com meus amigues gateiros;
  • @kinhorama: meu perfil artístico, onde posto artes pessoais, freelas, tirinhas e tudo envolvendo ilustração digital;
  • @uzomaterapia: meu perfil de quando eu decidi investir na massoterapia como profissão. Atualmente, ele está às moscas.
  • @alterajuda: meu perfil onde compartilho informações fundamentais sobre a Lei do Tempo com quem está começando na jornada. Ironicamente, criei um blog para ele também, hihi.
  • @povcomics: meu perfil onde, teoricamente, eu postaria tirinhas com o conceito "POV" ("Point Of View", ponto de vista).

Esse último é um ótimo exemplo do que eu disse anteriormente. Eu tive a ideia do conceito "pov comics" e o nome veio para mim logo em seguida, quase como uma revelação divina apocalíptica. Imediatamente, registrei no Instagram. (Só não me pergunte se eu já o usei para alguma coisa.)

Depois, eu foco na plataforma. O Blogger está muito abaixo no meu conceito, porque detesto usar "blogspot" na url – acho tão feio. "Wordpress.com" é muito comprido e "wixsite.com/nome-do-meu-blog" é detestável! Sem muitas opções, aqui estou eu.

Eu me chamo Kinho San Guerreiro. Não vou revelar meu nome verdadeiro porque gosto do mistério em torno disso, como acontece nos episódios em que o Chaves está prestes a revelar o nome dele e alguém o interrompe. É tão divertido. Têm muitas pessoas que me conhecem que sequer sabem qual é o meu nome real de tanto que eu uso "Kinho" para tudo, até no trabalho. Uma vez, eu revelei meu nome nos stories do Instagram na época das eleições, com uma foto do comprovante de votação com meu nome estampado, e um rapaz veio revoltado na minha DM, dizendo: "Como assim seu nome não é Kinho?!" >:O

Antes que me pergunte, eu gosto muito do meu nome, mas temos que concordar que o autobatismo é um grande símbolo de autonomia. Dar um nome para você mesmo é como se tivesse parido a si. Eu "pari" o Kinho lá em 2017~2018 (até então, eu usava meu nome mesmo, que é... Lá vem o Chaves, Chaves, Chaves!) Eu me peguei no colo, numa vibe Rafiki apresentando o Simba, e disse: "Você se chamará Kinho. Kinho San Guerreiro, o primeiro de seu nome!".

Deve estar se perguntando sobre o "San Guerreiro":

  1. San é de Santos, meu sobrenome real. Aliás, é Santos duas vezes, só para constar. "Santos e Santos", tipo Lucas Silva e Silva;
  2. Guerreiro é o meu Kin. Sou Kin 216, Guerreiro Galáctico Amarelo. Não sabe o que é Kin? Vai ter que acompanhar meu outro blog, haha. A propaganda é a alma do negócio :P 

Meu propósito com esse blog aqui é: 1) tentar construir algo fora do controle do algoritmo das redes sociais, porque elas podem acabar a qualquer momento e todos os meus arrobas irão junto com elas (aprendi que ter um perfil numa rede social é como morar numa casa alugada, faz sentido?). O ideal é criar um site próprio, equivalente a casa própria, mas se você for um/a/e jovem adulto/a/e como eu sabe que o sonho do site próprio, digo, o sonho da casa própria está bem distante (bem na nossa vez).

E 2) não quero ser alguém que só sabe ficar compartilhando postagens alheias, por mais que minha curadoria de conteúdo seja excelente (já recebi muitos elogios por isso). Eu quero compartilhar meu próprio conteúdo. O produto da minha mão de obra pessoal, da minha vida, e as bobagens imperdíveis que rola no meio disso também.

Gosto de desenho, escrita e música. Faço/tenho ideias para muitas coisas nessas áreas do conhecimento. Os Polentas é o meu sonho mais ambicioso no desenho – quero desenvolver uma série em quadrinhos sobre essa turminha. Um livro de crônicas está na minha imaginação quando penso em escrita, porque eu adoro ler crônicas. E eu gostaria muito de lançar EPs e álbuns musicais com as composições que tenho – são mais de 40! (A propósito, eu já lancei um EP com cinco músicas autorais, totalmente rústico, caseiro e artesanal, intitulado "Menino". Mas isso é papo para uma próxima postagem de blog.)

Se você chegou até aqui, seja bem-vindo/a/e! Espero ter te entretido um cadinho que seja. Já basta esse mundo sombrio e o cenário atual da política brasileira, não vou deixar que meus textos pesem mais do que você possa suportar. Ah! E eu não vou prometer regularidade. Acho que nós, seres humanos efêmeros, temos que parar de ficar prometendo a eternidade uns para os outros. Se a existência da humanidade dependesse da minha constância em manter um blog... ESTAMOS TODES FODIDES!!!

Beijim!

Kinho.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

superprotegido 💆

abafada, monótona e solitária ☁️